Grandes eventos poderão injetar até R$ 12,3 milhões na economia do DF

O confronto entre Flamengo e Santos no Estádio Nacional dá mostras de como o setor produtivo pode faturar com grandes eventos


'A última vez que tínhamos visto um movimento tão grande havia sido em 2008', diz Cássio Alexandre da Silva, gerente de uma churrascaria (Breno Fortes/CB/D.A Press)
"A última vez que tínhamos visto um movimento tão grande havia sido em 2008", diz Cássio Alexandre da Silva, gerente de uma churrascaria


O jogo entre Flamengo e Santos no último domingo deu sinais de como o setor produtivo do Distrito Federal pode faturar com grandes eventos. Cálculos de especialistas consultados pelo Correio mostram que partidas de futebol e shows de grande porte serão capazes de injetar até R$ 12,3 milhões na economia local. O GDF estima que, inicialmente, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha abrigue pelo menos um grande evento por mês, o que pode gerar R$ 150 milhões ao ano. 

A conta, feita para o Correio pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), leva em consideração um público estimado em 60 mil — 85% da capacidade da arena — e inclui os gastos dos frequentadores com bilheteria, alimentação, transporte, além de souvenirs. A estimativa do órgão é que 15% do público venha de outras cidades.

No domingo, quem faturou alto com a movimentação de torcedores ao redor do estádio Nacional foi o comércio. Nos arredores da arena, os quiosques de comidas típicas e bares e restaurantes dos dois shoppings centers mais próximos ficaram abarrotados de clientes, especialmente antes do início do jogo, às 16h.

 Torcedores dos dois times lotaram, por exemplo, uma churrascaria localizada a apenas 1,5 km do estádio. Nas contas do gerente regional do estabelecimento, Cássio Alexandre da Silva, as vendas aumentaram 40% em relação a domingos normais. “A última vez que tínhamos visto um movimento tão grande num domingo havia sido em 2008, quando o São Paulo ganhou o Brasileirão em cima do Goiás, jogando no Gama”, disse. 
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