Os juros baixos dos financiamentos habitacionais e a correção do saldo devedor pela Taxa Referencial de Juros (TR) próxima ou igual a zero tornam desvantajoso o consórcio imobiliário, em grande parte dos casos, como meio de adquirir a casa própria. Mesmo assim, consumidores têm aderido a essa modalidade de parcelamento. Depois de ficar parada em 2009 e 2011 e ter sofrido queda de 14% em 2012, a venda de novas cotas voltou a crescer levemente nos três primeiros meses do ano em relação ao início de 2012: houve alta de 2,29% no período.

É necessário pensar com muito cuidado antes de optar por esse sistema. O custo final tende a sair mais alto que o de um financiamento habitacional se o comprador obtiver crédito na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil, que oferecem taxas de juros entre 7,6% e 8,08% ao ano (0,64% e 0,67% ao mês) para imóveis de até R$ 500 mil, ainda que a prestação inicial seja mais alta. Não basta o interessado apenas multiplicar a parcela inicial de um sistema e de outro pelo número de meses para saber quanto pagará no fim do prazo. Esse cuidado se aplica mesmo ao primeiro sorteado no consórcio, que leva vantagem sobre os demais. 
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Paulo Roberto Melo

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