As mães são o canal de chegada à vida. Tanto o pai quanto a mãe são importantes, mas a vida só se concretiza quando a mulher aceita ser mãe e permite que um bebê venha ao mundo por meio do corpo dela. Por ser a figura central na gestação de outras vidas, a mãe se tornou uma figura que desempenha um papel com muitas expectativas, tanto suas quanto de outras pessoas. Todavia, embora tenham em si o dom de dar a luz, as mães são pessoas normais sujeitas a desafios e conflitos.

Assim, todas essas expectativas podem gerar frustrações em ambas as partes da relação maternal. Segundo a terapeuta e facilitadora de consciência Bianca Drabovski, “as mães são pessoas comuns como todas as outras. Carregam alegrias e dores, que podem ser passadas para a frente. Não por vontade delas, mas porque foi também o que elas receberam de seus ancestrais e da vida”. Em outras palavras, muitos conflitos que ocorrem no decorrer da nossa vida podem estar intimamente ligados com o fato de a nossa mãe também ter sido vítima do mesmo conflito.

“Somos todos vítimas de vítimas”. Essa é uma maravilhosa lição que Louise Hay nos dá em seu livro VOCÊ PODE CURAR A SUA VIDA. Essa frase, embora curta, diz muito sobre nós e os nossos relacionamentos com as pessoas ao nosso redor. Todo mundo já sofreu alguma vez na vida e, quando se afirma que somos vítimas de outras vítimas, percebemos que tudo é um ciclo que pode se repetir. No relacionamento maternal, esse sofrimento pode transferido de mãe para filho, criando um padrão de comportamento.

Desse modo, Bianca explica que, “algumas situações na nossa vida acabam influenciando as nossas atitudes. Assim, o que sofremos, mesmo que sem saber, fica gravado no nosso subconsciente e, desse modo, tem grande poder sobre as nossas ações e sentimentos”. Se nós nos sentimos abandonados, acabamos repetindo esse sentimento, de forma a se estender pelo resto da nossa vida.

Portanto, quando as mães têm algum tipo de atitude que se direcione com algum sentimento de rejeição, mesmo que por um breve momento, aos filhos, esse último é afetado com uma série de registros corporais que podem determinar as suas ações e sentimentos no decorrer da sua vida. A terapeuta exemplifica: “Se uma mãe, quando descobre a gravidez, sente, mesmo que rapidamente, um sentimento de despreparo e que a gestação não veio em um bom momento, a criança, ainda no ventre, pode vir a adquirir um tipo de marca desse sentimento”.

Não existe julgamento sobre isso. Estamos falando de um olhar além do aparente. Onde situações, traumas, medos, não podem ser evitados e geram consequências. Partindo de um ponto de vista, onde tudo que acontece é necessário para o nosso crescimento pessoal e espiritual.

Por isso, é muito importante olharmos para o que não está funcionando na nossa e vida e perceber que isso pode estar ligado ao fato de ainda estarmos presos nesses sentimentos que ficaram registrados. Além disso, a realidade atual também pode ser influenciada por sentimentos de julgamentos que temos direcionados às nossas mães. A especialista afirma que, “quando nós criticamos as atitudes das nossas mães e julgamos elas, nós sistemicamente nos colocamos acima delas. Pelas leis universais que regem o sistema familiar, os pais são os grandes e os filhos são os pequenos. Isso significa que os filhos não devem se posicionar como maiores e melhores que os pais, pois isso causa um desequilíbrio dentro do sistema familiar”.

Essas leis, que atuam independente da nossa percepção, determinam que honrar os pais está relacionado ao nosso sucesso e bem estar. Nesse caso, o sentido de honrar está relacionado a compreender e reconhecer que o que existe de mais importante, os nossos pais já nos deram, que é a vida. Assim, independente de todos os conflitos que surgiram, a nossa mãe deu tudo que ela tinha para aquele momento. Amou um amor maior que ela, de modo que não era possível dar mais do que isso. Ainda que aos olhos dos outros aquilo que foi dado não seja considerado amor. Honrar os nossos pais, portanto, é entender que eles deram o melhor que podiam dar naquela situação. “Enxergar que tudo o que foi vivenciado não é culpa de ninguém, é o primeiro passo para perdoar a si e aos seus pais”, comenta a terapeuta.

Bianca ainda explica que “repetir o mantra a seguir por 21 pode liberar traumas e outros sentimentos que ficam presos no nosso corpo”:

Querida mamãe, te libero de todas as minhas expectativas. O que recebi de ti foi mais que suficiente. O que recebi de ti foi o mais importante: a vida.

“Tornar essa frase uma oração é o melhor presente que uma mãe pode receber, porque é uma liberação da mãe e dos próprios filhos de acontecimentos que marcaram as suas vidas. Desse modo, é importante, para poder ter uma vida mais leve e feliz, não ficar apegado às dores e problemas que aconteceram, mas ao contrário, tomar a vida para si e seguir em frente com tudo o que a ancestralidade e o Universo nos dá”, finaliza Bianca.

Serviço: Bianca Drabovski Chemin

Co-criadora da Descompressão Tecidual Global, Facilitadora de Consciência e Terapeuta em Saúde Integrativa.

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