"O respeito às escolhas das pessoas não precisa ser construído com base na desconstrução de outras"

Fotos: Marcelo ferreira/CB Poder.

Por que censurar o desenho infantil Ridley Jones – A guardiã do museu, da Netflix?
Porque nitidamente este desenho encampa uma narrativa de desconstrução da identidade de gênero científica, causando confusão na mente das crianças.

A trama apresenta personagens como a múmia Ismat, que possui pais homossexuais, além do búfalo Fred, que se intitula um ser não binário. Não seria uma forma de tratar com naturalidade aspectos do cotidiano?
O respeito às escolhas das pessoas não precisa ser construído com base na desconstrução de outras. Nossa sociedade é diversa, e podemos respeitar as pessoas sem precisar desconstruir bases sólidas da nossa sociedade.

Acha que a linguagem neutra — com termos como "fofine", "amigues" e "rodes" — confunde as crianças?
Sim. Porque traz a consciência de que a identidade de gênero científica é uma escolha, além de violar diretamente a integridade moral da família em que a criança está inserida.

Crianças não deveriam enxergar esses temas sem preconceitos?
Claro. Mas a construção do respeito não precisa desconstruir a integridade da identidade de gênero científica.

Uma criança não deveria ser ensinada a ver essas relações humanas sem preconceito?
Sim. Reafirmo, o combate ao preconceito não se faz desconstruindo a identidade de gênero científica e, sim, ensinando o comportamento adequado.

Proibir não causará mais interesse e curiosidade?
Acredito que não. Mas levantar o tema é importante para demonstrar que é possível se criar um ambiente de respeito a todos sem desconstruir aquilo que é cientificamente comprovado.

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Walter Britto

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