Caminhamos para o último trimestre do ano. 2021 sem dúvida foi um ano de desafios não apenas para as empresas, indústrias e comércio em geral, como também para a população. A pandemia trouxe incertezas e um novo olhar para a vida, para os setores e para o mercado em geral



Com a reabertura e a expectativa de um retorno à normalidade, as empresas passam a pensar novamente em um planejamento estratégico para os próximos anos. Segundo o consultor e sócio fundador da Partner Consulting Rui Rocha, a falta de perspectivas em relação ao que aconteceria em 2020 e 2021 fez com que as empresas se mobilizassem para a sobrevivência dos negócios, deixando o planejamento estratégico a longo prazo para depois. "Hoje já estamos tendo demandas e procura de diversos setores para projetos a longo prazo", ressalta.

Rui Rocha salienta que muitas estratégias adotadas para 2020 já estão obsoletas devido ao novo formato de negócios que se desenhou com a crise sanitária. "As empresas costumavam estabelecer uma meta de participação do e-commerce no faturamento total entre 5% e 10% e com a pandemia, a realidade foi outra, investimentos foram realizados e a participação do e-commerce acabou alcançando a casa de 60%", exemplifica. "Como também tivemos setores que foram diretamente afetados com os decretos e precisaram se manter ativos com reservas. Outros, precisaram mudar a forma de desenvolver o negócio", relembra.

Hoje o consultor avalia que muitos serviços considerados essenciais até o início de 2020 vão, com o tempo, deixar de existir ou reformular totalmente. "A tecnologia nos mostrou nesse período sua importância. E quando falo em tecnologia, não me refiro à infraestrutura tecnológica, mas sim sobre os negócios gerados com investimentos tecnológicos. A empresa que não se atentar a esse detalhe no futuro e não se modernizar, estará fora do combate", alerta.

O foco hoje num planejamento estratégico, segundo Rui Rocha, é vislumbrar a inovação disruptiva. "Vamos precisar olhar o futuro do serviço da empresa, visando impulsionar seus negócios, criando um novo mercado, e buscando atender um público que antes não era o foco da empresa", explica. "A partir de agora, o que era moderno hoje, amanhã passa a ser obsoleto com os avanços tecnológicos constantes. E ao realizar o planejamento estratégico é necessário focar esses objetivos", pontua Rui Rocha.

Dentro da Partner Consulting, existem exemplos de planejamentos estratégicos de sucesso, de vários segmentos, dentre eles o realizado em parceria com o Sistema Ocepar – o Plano Cooperativo 100 (PRC100), voltado às cooperativas paranaenses com o intuito de dobrar o faturamento e apresentar um crescimento sustentado durante os últimos 5 anos. "Trabalhamos com todas as cooperativas associadas do Sistema Ocepar, e em 2020 finalizamos o PRC100, atingindo um aumento de 32% do faturamento em relação a 2019, fechando o ciclo de planejamento com R$ 115,7 bilhões, 15,7% acima da meta definida em 2015 que era de atingir 100 bilhões até 2020", comemora Rui Rocha. Para os próximos cinco anos o Sistema Ocepar já está traçando o PRC 200, que tem como meta 200 bilhões na movimentação econômica até 2025, R$ 5 bilhões de investimentos e R$10 bilhões de resultados anuais.

Finalizando, Rui Rocha enfatiza que é de extrema importância que as organizações repensem e revisem os planejamentos estratégicos realizados e insiram na nova realidade a governança coorporativa. "Percebemos nesses últimos dois anos que todos somos substituíveis e que não somos eternos. Precisamos pensar nos líderes de amanhã e precisamos ter um tempo para nós", enfatiza. Já em relação aos planos estratégicos eles precisam sempre ser revisados, e não apenas em momentos de crises. "A revisão do planejamento é fundamental para assegurar que ele esteja de acordo com o cenário atual, vislumbrando mudanças futuras. Assim, alinhados com os colaboradores, gestores e direção, todos caminharão numa mesma direção".
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Flávio Santana

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