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A grande aventura de gerar uma vida em 280 dias

 

Em média uma gestação dura entre 37 e 42 semanas, com novidades e desafios à gestante em cada uma delas

 

A maternidade é um dos momentos mais transformadores na vida de uma mulher. A cada semana, o corpo da gestante passa por mudanças para se preparar para a próxima fase do desenvolvimento do bebê. Uma gestação dura em média 280 dias e durante esse período a mulher vivencia sintomas difíceis, como enjoos, dores de cabeça e azia, e momentos milagrosos, como sentir o bebê se mexer, escutar um segundo coração batendo dentro de seu corpo e saber que uma vida está sendo gerada dentro dela.

Para fins de acompanhamento médico, a gestação também pode ser dividida em trimestres. O primeiro, que vai da 1ª à 16ª semana de gestação, é o momento em que os órgãos do bebê estão começando a se formar. Cada corpo e cada gestação é diferente. Muitas mudanças acontecem no organismo nessa fase, e é normal já sentir algumas mudanças. No entanto, algumas mulheres não sentem quase nada, ou sintomas muito sutis.

O número exato de ultrassonografias durante a gravidez vai depender da avaliação do obstetra que acompanha a gestante, porém, normalmente são realizados pelo menos cinco exames. Caso algum problema com a gestante ou com o bebê seja detectado durante a realização de uma ultrassonografia, independentemente do período, o especialista em medicina-materno fetal pode solicitar mais exames.

A primeira ultrassonografia costuma ser feita entre a 7ª e a 8ª semana e determina a data inicial da gestação e avalia a gravidez de forma geral.

A médica especialista em medicina materno-fetal da Maternidade Brasília, Emilie Zingler, explica a importância da realização de ultrassonografias durante a gestação. “É através da ultrassonografia que o médico avalia informações importantes tanto sobre a gravidez quanto sobre o desenvolvimento do bebê como crescimento, detalhes da anatomia, o sexo, a posição em que ele está, o ritmo dos batimentos cardíacos e a idade gestacional”. O ultrassom é feito através de um aparelho específico que usa ondas de som para recriar o ambiente intrauterino na tela do aparelho e revelar os detalhes do crescimento do feto durante a gravidez.

A especialista em medicina materno-fetal explica que existem dois tipos de ultrassonografia: a “comum” e as morfológicas. As “comuns” são muito importantes e em cada idade gestacional o médico aproveita para ver pontos importantes como o peso do bebê, seu desenvolvimento, o volume de líquido amniótico e fluxo de sangue para o bebê. As ecografias morfológicas são aquelas mais demoradas em que o especialista analisa com mais cuidado cada detalhe da anatomia do bebê, seus órgãos, alterações que podem sugerir e a presença de alguma doença grave. Existem dois momentos principais para a realização das morfológicas: a do primeiro trimestre, entre 11 e 14 semanas, e a do segundo trimestre, entre 20 e 24 semanas. “Dependendo do que for encontrado nesses exames, o especialista em medicina materno-fetal junto com o médico do pré-natal vai poder solicitar exames específicos e necessários para a confirmação do diagnóstico e o seguimento da gestação”, esclarece a médica.

Para a influenciadora digital Ana Paula Leite as mudanças marcantes começam a partir do segundo trimestre. “Apesar do exame morfológico ao fim do primeiro trimestre ser marcante por podermos constatar a perfeição da vida que está sendo gerada, é no segundo trimestre que o corpo começa a mudar de fato, tudo está ganhando forma, os movimentos do bebê estão cada vez mais marcantes e a família cada dia mais feliz com esse momento”, relata Ana.

Ana Paula está na 30ª semana da quarta gestação e conta que nesse momento suas maiores dificuldades são encontrar uma posição para dormir e ir várias vezes ao banheiro durante à noite. “Estamos no 3º trimestre e vivendo a ansiedade da chegada do bebê, ajeitando os últimos preparativos para recebê-lo. Os movimentos na barriga estão cada dia mais intensos e ela está bem grande, fazendo com que a pressão na bexiga seja um desafio todas as noites”, conta a gestante. O último exame é realizado perto da reta final da gestação, após a 34ª semana, para verificar se o bebê está crescendo de forma adequada, a sua posição dentro da barriga e o volume de líquido amniótico.

É comum que algumas pessoas fiquem confusas em relação à divisão da idade gestacional em semanas e não em meses. A verdade é que essa divisão temporal só faz total sentido quando você está gestante ou acompanhando de perto uma gestação. Explicando rapidamente: a contagem da idade gestacional é feita em semanas porque, além de esse método ser mais preciso, e o desenvolvimento do feto no útero ser rápido o suficiente para ser medido semanalmente, os meses apresentam uma quantidade variável de dias.

Para que as gestantes e os familiares possam acompanhar semana a semana o desenvolvimento da gestação, a Maternidade Brasília disponibiliza em seu site a Linha do Tempo do Bebê (https://maternidadebrasilia.com.br/pt/pacientes-e-visitantes/linha-do-tempo-do-bebe ).

 

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Pollyana Cabral Jornalista

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