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Deputada Júlia Lucy quer reformular política nacional de planejamento familiar

Candidata a deputada federal, Lucy defende amplo acesso a métodos contraceptivos, laqueadura e vasectomia

Foto: Marcelo Santos.

Mais de 1.500 mulheres foram beneficiadas com a inserção do  Dispositivo Intrauterino (DIU) por intermédio da Procuradoria da Mulher na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Este método contraceptivo, que praticamente não tem efeitos colaterais e ajuda as famílias a planejarem o momento em que desejam ter filhos é um dos meios utilizados para o planejamento familiar e reprodutivo. A procuradora da mulher, deputada Júlia Lucy (UB), elegeu esta pauta como uma das prioridades de seu mandato, e contou com o apoio de ginecologistas e obstetras no apoio à iniciativa.

Segundo a parlamentar, a ideia é, se eleita, levar para a Câmara dos Deputados projetos de lei que facilitem e universalizem o planejamento familiar. "Vamos investir na atenção primária, prevenção e educação. Toda mulher terá direito aos métodos contraceptivos e laqueadura, e todo homem poderá fazer a vasectomia, se assim quiser. Vamos reformular a política nacional", defendeu.

A deputada colheu depoimentos dentre as mulheres que inseriram o DIU. Também ouviu de muitas mães a dificuldade de ter acesso a esse direito via Sistema Único de Saúde (SUS). "Eu estou percorrendo todo o Distrito Federal para ouvir as pessoas e, recentemente, conheci a Rogéria, uma mulher de 21 anos que tem quatro filhos e está grávida do quinto. Ela me disse que já tentou acesso ao DIU e à laqueadura na maternidade e no posto de saúde, mas alegaram pouca idade – apesar dos cinco filhos – e foram contraindicados os dois métodos para ela. Isso é um absurdo. Quem pode dizer a uma mulher, que já é mãe de tantas crianças, que ela não pode planejar o tamanho de sua família?", questiona a distrital e candidata a deputada federal.

Dentre os muitos relatos que colheu, diversas mulheres relataram que nunca haviam conseguido colocar o DIU mesmo quando inscritas nas Unidades Básicas de Saúde e apenas tiveram acesso ao dispositivo pelo projeto da Procuradoria da Mulher.

"Eu vou fazer 40 anos, não posso mais ter filhos. Eu apoio esse projeto e espero que mais mulheres sejam beneficiadas, principalmente as mais carentes. Agradeço a Júlia Lucy primeiro como mulher, que é mãe e entende as nossas dores, segundo como deputada, por ter proporcionado esse projeto. Não é fácil ser mãe solteira no Brasil", diz Lucimara Santos, moradora de Samambaia.

Resistência
Quando o projeto chegou à Cidade Estrutural, líderes religiosos da região foram contra essa política pública, a ponto de comparar o DIU a métodos abortivos.

Não é abortivo. O DIU funciona deixando o ambiente do útero incapaz de promover a fecundação, ou seja, a criação do embrião. E quando retirado não causa infertilidade", ressaltou Júlia Lucy.

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