Videomonitoramento por IA vai observar uso correto de Equipamento de Proteção Individual (EPI)

  



Videomonitoramento por IA vai observar uso correto de Equipamento de Proteção Individual (EPI)

Acidentes de trabalho no Brasil cresceram cerca de 9% no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024

 

A Meeting Soluções Estratégicas está lançando soluções de videomonitoramento com Inteligência Artificial para o uso do equipamento de proteção individual (EPI). Elas analisam automaticamente as imagens das câmeras de vigilância em tempo real e avisam os encarregados de segurança ou analistas de QSMS (Qualidade, Segurança, Meio Ambiente e Saúde) sobre atitudes de potenciais riscos de acidentes pela falta ou uso incorreto de EPI. Para este fim estão disponíveis dois algoritmos avançados que são fabricados pela Irisity (sueca) e Eyekeeper SIDI (brasileira).

 

“Os algoritmos monitoram e detectam o comportamento do profissional utilizando ou não EPI (capacete ou colete reflexivo, principalmente) e ainda uma por outras ameaças potenciais, como violações de perímetro, comportamento de pessoas em grupos, entre outras diversas atitudes suspeitas”, explica Emerson Douglas Ferreira, CEO e fundador da Meeting Soluções Estratégicas.

 

As novas tecnologias que estão sendo introduzidas podem trabalhar com a imensa maioria de câmeras já instaladas dos sistemas de vigilância patrimonial no Brasil. A solução, acoplada com a IA, monitora as câmeras mais estratégicas simultaneamente, o que seria uma tarefa humanamente impossível para um profissional executar.

 

Além disso, a solução de monitoramento pode ser conectada com outras finalidades de interesse do usuário. Conforme o projeto, o serviço pode custar mensalmente de R$ 200 a R$ 800 por câmera. Dependendo da necessidade do cliente, os profissionais da Meeting indicam para o trabalho a solução mais conveniente, a brasileira ou sueca. Cada uma tem suas vantagens e respectivas peculiaridades.

 

Anonimato

 

A novidade dispõe ainda de um recurso, chamado de anonimização, para deixar anônimas as pessoas, quadriculando a imagem e respectiva identidade por razões legais ou administrativas. O vídeo mostra só quem foi autorizado e segue as disposições da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

 

Um exemplo prático no monitoramento de áreas sensíveis é o canteiro de obra ou uma planta industrial, em áreas onde é obrigatório o uso de capacete, colete ou faixa reflexiva. Tanto os profissionais como visitantes nestes locais precisam estar sempre protegidos por causa dos riscos e perigos inerentes desses lugares. No entanto, há situações que as imagens das câmeras não conseguem alcançar, como o uso de protetor intra-auricular.

 

A utilização de EPI por longo período muitas vezes é incômoda. No caso da construção civil o operário entra na obra paramentado, mas no decorrer do dia ele pode retirar o capacete ou o colete por causa do desconforto e cansaço. “A ideia é detectar e avisar, em tempo real, os profissionais responsáveis pela segurança, a fim de evitar problemas maiores. O alerta pode chegar até eles por WhatsApp ou, às vezes, num lugar muito crítico, até receber uma ligação alertando que tem alguém em risco”, afirma Ferreira.

 

De acordo com ele, essa nova solução vai trocar o modelo tradicional de pessoas observando as câmeras pela inserção da IA vistoriando as câmeras, que passará a monitorar as imagens em tempo real. O vídeo enquadra a pessoa com um retângulo em cor azul quando está com capacete e colete, e muda a cor para amarelo quando registra a falta de um dos equipamentos de segurança no usuário. Se está sem os dois, o desenho do quadrilátero com a pessoa inserida passa a ficar vermelho.

 

Proteção

 

 “A captação das imagens pode utilizar câmeras do tipo Speed Dome, com zoom automático, permitindo aproximar e visualizar mais detalhes. A solução visa principalmente proteger os colaboradores e visitantes, enfim preservar vidas. É uma ferramenta protetiva e não de deleção”, analisa Ferreira.

 

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil no primeiro semestre de 2025 anotou 380.376 acidentes de trabalho e 1.689 mortes. Em comparação ao mesmo período de 2024, houve crescimento nas ocorrências de cerca de 9% e de mais de 5% nos óbitos. Especialistas em segurança do trabalho preveem que haverá aumento neste ano.

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