O volume de serviços no Distrito Federal recuou 5,5% em abril na comparação com março, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE. Apesar da queda mensal, o setor mantém trajetória de crescimento, acumulado alta de 8,6% nos últimos 12 meses, desempenho quase três vezes superior à média nacional (2,9%).
Para o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, o resultado de abril reflete um ajuste após o forte crescimento registrado no mês anterior, e não altera o cenário positivo da economia local. “A queda observada em abril ocorre após uma expansão expressiva de 10,6% em março e representa um movimento natural de acomodação. O que se destaca é a força estrutural do setor de serviços do Distrito Federal, que segue crescendo em ritmo muito superior ao da média nacional, sustentado por atividades de maior valor agregado e por um mercado de trabalho aquecido”, afirma.
O desempenho do DF é explicado, em grande parte, pela forte presença de atividades ligadas à administração pública, tecnologia, educação, saúde, serviços profissionais especializados e setor financeiro. Por serem segmentos intensivos em conhecimento e menos sujeitos às oscilações conjunturais, eles contribuem para uma trajetória mais estável de crescimento.
Embora o ritmo tenha desacelerado em relação ao acumulado observado em abril de 2025 — quando o DF apresentava alta de 11,0% e o Brasil crescimento de 2,2% —, o resultado confirma que o setor de serviços local segue em trajetória positiva e com desempenho acima do observado no país.
Turismo acima da média nacional
O turismo também apresentou desempenho favorável no Distrito Federal. As atividades turísticas cresceram 5,3% em abril, acima da média nacional, que registrou alta de 4,1%. No acumulado de 12 meses, o avanço foi de 3,5%, frente aos 2,7% observados no país.
Os resultados reforçam a capacidade de expansão do setor terciário no DF, sustentada por uma economia baseada em serviços de maior complexidade, renda elevada e mão de obra qualificada. “Mesmo em um ambiente de juros ainda elevados, o Distrito Federal mantém indicadores superiores aos nacionais e segue entre as economias mais dinâmicas do país no segmento de serviços”, avalia o presidente do Sistema Fecomércio-DF.



