O comércio varejista do Distrito Federal recuou 2,3% em abril de 2026 na comparação com março, já descontados os efeitos sazonais. Apesar da queda mensal, o setor cresceu 6,5% em relação a abril do ano passado, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado mantém o DF acima da média nacional. No Brasil, o varejo restrito avançou 1% na comparação com abril de 2025. No acumulado do ano, o comércio brasiliense registra alta de 7,3%.
Para o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, a queda na passagem mensal não muda a leitura positiva sobre o desempenho do setor. “O recuo de abril precisa ser analisado dentro de um contexto mais amplo. Na comparação anual, o varejo do Distrito Federal cresceu 6,5%, bem acima da média nacional, o que mostra a solidez do comércio local. O desempenho de segmentos como tecnologia, artigos de uso pessoal e produtos farmacêuticos indica que há demanda, renda e confiança do consumidor”, afirma.
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, o desempenho também foi positivo. O setor cresceu 7,3% em relação a abril de 2025 e teve leve alta de 0,2% frente a março.
A receita nominal de vendas acompanhou a expansão do volume. No varejo restrito, o avanço foi de 9,2% na comparação com abril do ano passado. No varejo ampliado, a alta chegou a 9,1% no mesmo período.
O desempenho colocou o Distrito Federal entre os principais destaques do país. No varejo restrito, o crescimento de 6,5% foi a terceira maior alta entre as unidades da Federação, atrás apenas de Pernambuco, com 8,9%, e Tocantins, com 8%. No varejo ampliado, o DF teve o segundo maior avanço nacional, com 7,3%, abaixo apenas de Goiás, que registrou alta de 13%.
Entre os segmentos que mais impulsionaram o varejo brasiliense em abril, o principal destaque foi o de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com alta de 43% frente ao mesmo mês de 2025. Também cresceram outros artigos de uso pessoal e doméstico, com 31,3%; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com 13,2%; veículos, motocicletas, partes e peças, com 12,1%; e livros, jornais, revistas e papelaria, com 11,6%.
Na direção oposta, alguns segmentos registraram retração. As vendas de combustíveis e lubrificantes caíram 4,3%, enquanto material de construção teve queda de 1,1%. Ainda assim, o conjunto dos dados indica que o varejo do Distrito Federal mantém trajetória de crescimento no médio prazo, sustentado pelo consumo das famílias, pela renda local e pelo desempenho de segmentos ligados a tecnologia, saúde e bens de uso pessoal.


