Sedentarismo ameaça a saúde do coração



Falta de atividade física aumenta o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes e doenças cardiovasculares


O sedentarismo está entre os principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, responsáveis por grande parte das mortes no Brasil e no mundo. A ausência de uma rotina de exercícios favorece o ganho de peso, eleva a pressão arterial, prejudica o controle do colesterol e da glicose e aumenta significativamente o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).


Segundo o cardiologista intervencionista Dr. Vagner Vinicius Ferreira, do Hospital Mantevida, permanecer fisicamente ativo é uma das estratégias mais eficazes para proteger o coração e preservar a saúde ao longo da vida.


"A prática regular de atividade física melhora o funcionamento do sistema cardiovascular, ajuda no controle da pressão arterial, reduz o colesterol ruim (LDL), aumenta o colesterol bom (HDL), melhora a sensibilidade à insulina e contribui para manter o peso adequado. Quando esses benefícios deixam de existir por causa do sedentarismo, o risco de desenvolver doenças cardiovasculares cresce de forma importante", explica.


Além de favorecer fatores de risco já conhecidos, o sedentarismo compromete diretamente o desempenho do coração e da circulação. Sem estímulos frequentes, o músculo cardíaco perde eficiência, a capacidade física diminui e o organismo passa a responder pior aos esforços do dia a dia.


"O coração também precisa ser treinado. Assim como os músculos se fortalecem com o exercício, o sistema cardiovascular torna-se mais eficiente quando é estimulado regularmente. Pessoas fisicamente ativas apresentam melhor condicionamento, menor inflamação do organismo e uma redução importante no risco de eventos cardiovasculares", destaca o especialista.


A boa notícia é que os benefícios começam a aparecer mesmo com mudanças simples na rotina. Caminhadas, pedaladas, natação, dança e exercícios de fortalecimento muscular já promovem ganhos para a saúde quando realizados de forma regular.


A recomendação é acumular, no mínimo, 150 minutos de atividade física moderada por semana ou 75 minutos de atividade intensa, sempre respeitando as condições clínicas e o nível de condicionamento de cada pessoa. Para indivíduos com doenças cardiovasculares, fatores de risco importantes ou que permaneceram muito tempo sedentários, uma avaliação médica antes de iniciar um programa de exercícios pode ser indicada.


Dr. Vagner ressalta que a atividade física deve estar associada a outros hábitos saudáveis para potencializar a prevenção. Alimentação equilibrada, sono de qualidade, controle do estresse, abandono do cigarro e acompanhamento médico periódico formam a base de uma boa saúde cardiovascular.


"A prevenção começa muito antes do aparecimento dos sintomas. Pequenas mudanças no estilo de vida, quando mantidas de forma consistente, têm um impacto enorme na redução do risco de infarto, AVC e insuficiência cardíaca. Cuidar do coração hoje é investir em mais qualidade e expectativa de vida no futuro", conclui o cardiologista.

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