O setor de serviços do Distrito Federal registrou queda de 1,6% em junho, na comparação com maio, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a terceira retração mensal consecutiva,mas, no acumulado de janeiro a junho, o setor cresceu 9,1%, segunda maior taxa entre as unidades da Federação, atrás apenas de Alagoas, com 10,0%.
Na comparação com junho de 2025, o volume de serviços do DF avançou 2,2%. Nos últimos 12 meses, a alta chega a 7,8%. Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, os resultados mostram que a economia brasiliense mantém um cenário positivo, apesar da perda de ritmo em alguns segmentos. “Três quedas consecutivas no volume de serviços acendem um sinal de atenção, mas o Distrito Federal continua acumulando crescimento de 9,1% no primeiro semestre, a segunda maior taxa do país e muito acima do resultado nacional”, afirma.
Informação e comunicação lideram crescimento
Entre os segmentos pesquisados, informação e comunicação foi o principal destaque, com crescimento de 6,5% na comparação com junho de 2025. No acumulado do primeiro semestre, a atividade avançou 22,2%. Também registraram alta os serviços profissionais, administrativos e complementares, com 5,4%, e os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com 0,6%.
José Aparecido também destaca o avanço de informação e comunicação, que, segundo ele, reforça o potencial do DF em tecnologia, inovação e serviços de maior valor agregado.
No entanto, o desempenho não foi uniforme entre os segmentos. As atividades mais diretamente relacionadas ao consumo das famílias registraram retração, por exemplo: os serviços prestados às famílias caíram 5,9%, enquanto outros serviços recuaram 5,5% na comparação com junho de 2025.
Turismo recua 12% em um ano
O turismo aparece como um dos pontos de atenção nos resultados de junho. As atividades turísticas do DF recuaram 4,7% em relação a maio e 12,0% na comparação com junho de 2025. No acumulado do primeiro semestre, o setor registra queda de 3,4%, embora ainda apresente crescimento de 1,0% nos últimos 12 meses.



