Da assistência social à política: Valdirene Tavares conta sua trajetória no Foco Talks

A assistente social, cantora e pastora evangélica Valdirene Tavares participou do Foco Talks e falou sobre sua trajetória pessoal, atuação social, experiência política e os projetos que pretende defender na vida pública


Nascida no Gama, Valdirene relembrou a história da família e sua ligação com Brasília desde a infância. “Eu nasci no Gama. Quem ama mora no Gama”, afirmou durante a entrevista. Ela contou ainda que a família passou por Taguatinga, Ceilândia, Água Quente, Santo Antônio do Descoberto e Luziânia antes de retornar a Brasília.


A fé ocupa um espaço central em sua história. Valdirene relatou que, ainda criança, enfrentou um grave problema de saúde e associou sua recuperação à experiência religiosa vivida pela família. “A minha vida inteira foi cuidar de gente”, declarou. Segundo ela, esse compromisso com o trabalho social também foi inspirado pela mãe, que acolhia e ajudava pessoas em situação de dificuldade.

A música também começou cedo. “Eu comecei a cantar com 3 anos de idade”, contou. Aos 14 anos, passou a cantar com um dos irmãos e, posteriormente, a dupla gravou trabalhos musicais e realizou apresentações em Brasília e em outras regiões do país.

Na política, Valdirene foi vereadora por dois mandatos em Luziânia. Ao falar sobre sua atuação, destacou a área social como uma prioridade. “O meu chamado é cuidar de gente. Eu nasci para isso”, afirmou. Ela citou ações destinadas a mulheres, distribuição de alimentos, cursos de capacitação e outras iniciativas de assistência social.


Durante a entrevista, Valdirene também explicou como surgiu a candidatura a deputada federal pelo Distrito Federal. Segundo ela, o convite partiu da então governadora Celina Leão para integrar a nominata do partido.

“Eu aceitei o desafio. Tá bom, então vamos pra guerra”, disse Valdirene ao relatar a decisão de entrar na disputa eleitoral. Ela afirmou que, mesmo tendo vivido parte da trajetória no Entorno, nunca perdeu a ligação com Brasília. “Eu nunca deixei Brasília”, declarou.

Entre as propostas apresentadas, Valdirene destacou projetos voltados à mobilidade entre Brasília e o Entorno. Ao comentar a possibilidade de implantação de transporte ferroviário de passageiros, afirmou: “Com certeza vamos defender” e disse que pretende trabalhar pela melhoria do trânsito das cidades da região metropolitana.

A defesa das mulheres também aparece entre as principais bandeiras citadas por ela. “A minha pauta é família e defender a mulher. Essa é a minha pauta principal”, afirmou.

Valdirene apresentou ainda uma proposta direcionada às mães atípicas. A ideia, segundo ela, é oferecer atendimento também às mães durante o período em que os filhos estiverem em terapia.

“Enquanto o filho tá sendo atendido, a mãe também vai ser atendida por uma terapeuta. Os dois vão ser atendidos”, explicou. Ela também defendeu oportunidades de capacitação e geração de renda para essas mulheres.


Outro tema abordado foi a atenção à população idosa. Valdirene citou como propostas a criação de um hospital geriátrico e de estruturas específicas para políticas públicas destinadas à terceira idade.

“As nossas pautas são um hospital geriátrico, criar a Secretaria do Idoso [...] e também o conselho tutelar do idoso”, afirmou.


Na área de emprego, Valdirene defendeu medidas para facilitar a entrada de jovens recém-formados no mercado de trabalho. “Eu quero fazer um projeto que vire lei mesmo, que o estágio sirva como experiência”, afirmou ao comentar a dificuldade enfrentada por profissionais que concluem a graduação sem experiência formal.

Ao falar sobre educação, ela defendeu a valorização dos profissionais que trabalham nas escolas. “Acho que a gente tem que cuidar dos professores”, disse, mencionando também secretários escolares, merendeiras e educadores sociais.

Em uma rodada de perguntas rápidas, Valdirene resumiu algumas de suas prioridades. Ao ser questionada sobre uma causa que jamais abandonaria, respondeu: “A mulher”. Sobre o que considera indispensável na política, afirmou: “Caráter”. E, ao completar a frase sobre o que o Distrito Federal precisa, respondeu: “Mais amor”.

Ao falar sobre o legado que pretende construir, Valdirene afirmou: “A gente pode fazer política com honestidade, a gente pode fazer política com dedicação, com sinceridade”. Para ela, é possível exercer uma atividade política voltada às necessidades da população e aos “anseios da sociedade”.

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