E SE POLÍTICO TIVESSE QUE PASSAR EM CONCURSO PÚBLICO? PROVOCAÇÃO DE COSTA NETO COLOCA PREPARO, CURRÍCULO E CAPACIDADE NO CENTRO DO DEBATE

Candidato a deputado federal defende que experiência, conhecimento técnico e trajetória também sejam critérios observados pelo eleitor antes do voto.



E se, antes de ocupar uma cadeira no Congresso Nacional, o político precisasse enfrentar uma prova, comprovar conhecimento técnico, apresentar experiência prática e ainda passar por uma rigorosa análise de sua vida pregressa? A provocação feita por Costa Neto 1516 coloca em discussão uma pergunta incômoda e cada vez mais presente no debate sobre a qualidade da política brasileira: qual deve ser o nível de preparo de quem toma decisões que impactam milhões de pessoas?

A comparação com o serviço público chama atenção justamente pela diferença de critérios. Para conquistar uma vaga por concurso, o candidato normalmente precisa dedicar meses ou até anos aos estudos, enfrentar provas, demonstrar conhecimento e cumprir uma série de exigências para assumir determinadas funções.

Já para disputar uma eleição, o caminho é outro.

O eleitor recebe a missão de avaliar candidatos com trajetórias, experiências, propostas e diferentes níveis de preparação e decidir, por meio do voto, quem estará apto a representar a população e participar de decisões que envolvem orçamento público, leis, políticas nacionais e fiscalização dos recursos públicos.

É nesse ponto que a provocação de Costa Neto ganha força.

“Será que sobrava candidato?”

A pergunta, feita em tom provocativo, não propõe literalmente transformar o mandato eletivo em concurso público. O objetivo é levantar uma reflexão sobre competência, responsabilidade e preparo para o exercício da função pública.

Afinal, se um servidor precisa demonstrar conhecimento para assumir determinadas responsabilidades, por que o eleitor não deveria também considerar o preparo daquele que pretende ocupar um cargo político?

A discussão passa por elementos como currículo, experiência profissional, conhecimento da administração pública, capacidade de diálogo, histórico de atuação e coerência entre discurso e prática.

Em uma sociedade cada vez mais exigente, escolher um representante apenas pela popularidade, por uma promessa ou por uma campanha bem produzida pode ser insuficiente.

O voto como uma escolha de responsabilidade

Para Costa Neto, a provocação também reforça a necessidade de o eleitor transformar o momento do voto em uma verdadeira avaliação de candidatos.

Não se trata apenas de perguntar “quem promete mais?”, mas também:

Quem está preparado? Quem conhece os problemas que pretende enfrentar? Quem tem experiência? Quem apresenta trajetória compatível com o cargo? Quem demonstra capacidade para representar a população?

São perguntas que podem mudar completamente a maneira como uma eleição é analisada.

O debate também atinge diretamente a relação entre servidores públicos e representantes políticos. Enquanto milhares de profissionais passam por processos seletivos rigorosos para ingressar no serviço público, parlamentares chegam aos cargos pela escolha popular.

E justamente por isso, argumenta-se, o eleitor precisa assumir o papel de fiscal da qualidade dos representantes que escolhe.

Mais preparo, menos improviso

A provocação de Costa Neto surge em um momento em que a sociedade cobra cada vez mais resultados concretos da classe política.

Saúde, educação, segurança, infraestrutura, economia, previdência, funcionalismo público e gestão dos recursos públicos exigem muito mais do que discursos de campanha.

Exigem conhecimento, capacidade de análise, negociação e disposição para trabalhar.

No Congresso Nacional, uma decisão aparentemente técnica pode produzir efeitos sobre milhões de brasileiros. Uma emenda pode alterar investimentos; uma lei pode modificar direitos; uma votação pode impactar trabalhadores, empresas, municípios e governos.

Por isso, a escolha de um parlamentar não deveria ser tratada apenas como uma disputa de popularidade.

A provocação que fica para o eleitor

No fim das contas, a pergunta de Costa Neto não é apenas sobre concurso público.

É sobre qualidade da representação política.

Se o servidor precisa se preparar para exercer uma função pública, talvez seja igualmente importante que o cidadão se prepare para escolher quem irá representá-lo.

Currículo. Trajetória. Conhecimento. Experiência. Compromisso.

Na visão defendida pelo pré-candidato, esses elementos precisam pesar cada vez mais na decisão diante da urna.

Porque, se o voto é a principal ferramenta do cidadão para escolher quem vai tomar decisões em seu nome, conhecer profundamente o candidato pode ser tão importante quanto conhecer suas promessas.

Costa Neto | Deputado Federal — 1516


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