Motoboys ganham espaço na agenda política do DF; Angélica Caraíba apresenta propostas e Costa Neto reforça defesa da categoria

Segurança no trânsito, pontos de apoio, remuneração justa e proteção social estão entre as principais reivindicações para quem trabalha diariamente sobre duas rodas.


Os motoboys ocupam cada vez mais espaço na rotina econômica e urbana do Distrito Federal. São profissionais que enfrentam diariamente o trânsito, longas jornadas, riscos de acidentes, exposição à violência e a pressão por rapidez nas entregas. Em setembro, a categoria no DF chegou a aderir ao movimento nacional de paralisação dos entregadores por aplicativos, reivindicando, entre outros pontos, remuneração mínima, seguro, transparência das plataformas e pontos de apoio.

É nesse cenário que a candidata a deputada distrital Dra. Angélica Caraíba 35678 apresenta uma agenda específica voltada aos motoboys, defendendo uma política pública baseada em respeito, segurança, dignidade e valorização profissional.

Entre as propostas apresentadas estão a ampliação da sinalização e da iluminação pública, implantação de medidas de segurança viária, criação de faixas exclusivas para motocicletas em vias de grande fluxo e campanhas de conscientização para combater o preconceito e a violência contra os profissionais.

Pontos de apoio entram no centro da proposta

Um dos principais pontos defendidos por Angélica é a criação e ampliação de pontos de apoio para motoboys, com banheiros, bebedouros, internet e espaços de descanso.

A pauta não é nova na legislação do DF. A Lei nº 6.677/2020 determina que cada Região Administrativa tenha pelo menos um ponto de apoio para trabalhadores de aplicativos, com estrutura que inclui sanitários, chuveiros, espaço para descanso, internet, carregadores, área para refeição e estacionamento para motocicletas e bicicletas.

O tema voltou a ganhar atenção das autoridades neste ano. Em agosto, o MPDFT informou que a Semob faria um levantamento territorial para identificar os pontos de apoio existentes e as regiões que ainda necessitam dessas estruturas, considerando inclusive áreas de maior concentração de demanda.

Costa Neto também entra na defesa dos motoboys

A pauta também conta com o apoio do candidato a deputado federal Costa Neto 1516, que defende que a discussão sobre os trabalhadores de duas rodas precisa ultrapassar o debate eleitoral e se transformar em ações concretas.

“O motoboy é um trabalhador que está todos os dias nas ruas, movimentando a economia, levando alimentos, medicamentos, documentos e serviços para milhões de pessoas. Não podemos tratar esse profissional apenas como alguém que entrega uma encomenda. Precisamos garantir segurança, respeito, dignidade e condições melhores de trabalho.”Costa Neto, candidato a deputado federal.

Para Costa Neto, a defesa dos motoboys também precisa envolver o diálogo entre trabalhadores, empresas de aplicativos e poder público, buscando soluções que conciliem geração de renda, segurança viária e melhores condições para quem trabalha nas ruas.

Sete pontos para uma nova política para os motoboys

A proposta apresentada por Dra. Angélica Caraíba está estruturada em sete eixos:

1. Segurança no trânsito
Mais sinalização, iluminação pública, redução de pontos de risco e avaliação de faixas exclusivas para motociclistas em locais de grande fluxo.

2. Respeito e valorização
Campanhas de conscientização contra agressões, preconceito e violência praticados contra motoboys.

3. Taxas justas e transparentes
Defesa de maior transparência na relação entre trabalhadores e plataformas e discussão sobre mecanismos de valorização da remuneração.

4. Proteção social e benefícios
Incentivo a políticas que ampliem o acesso dos trabalhadores a mecanismos de proteção, como previdência, seguro contra acidentes e assistência à saúde.

5. Pontos de apoio
Ampliação da rede de locais destinados ao descanso, higiene, hidratação, alimentação e recarga de celulares.

6. Capacitação e qualificação
Cursos gratuitos de pilotagem defensiva, mecânica básica, atendimento e educação financeira.

7. Diálogo e representatividade
Criação de canais permanentes de diálogo entre motoboys, plataformas digitais e poder público.

Uma pauta que une Legislativo e trabalhadores

A discussão acontece em um momento em que o Distrito Federal já possui legislação específica sobre pontos de apoio, mas autoridades ainda trabalham para ampliar a cobertura territorial dessas estruturas. Em julho, o MPDFT também havia acompanhado medidas para garantir a implementação da legislação e condições adequadas aos trabalhadores de aplicativos.

Para Angélica Caraíba e Costa Neto, o próximo passo deve ser transformar as reivindicações em uma agenda permanente de políticas públicas, colocando os profissionais que trabalham sobre duas rodas no centro das discussões sobre mobilidade, segurança e desenvolvimento econômico.

“Quem trabalha nas ruas merece voltar para casa com segurança. Motoboy também move a nossa cidade e precisa ser tratado com respeito, dignidade e responsabilidade pelo poder público.”, defende a proposta apresentada por Angélica Caraíba.

A agenda coloca segurança, valorização profissional, infraestrutura e diálogo como pilares de uma política voltada aos motoboys do Distrito Federal uma categoria que, todos os dias, ajuda a fazer Brasília funcionar.

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