Estudo de caso da Yungas mostra como a organização de informações e a otimização de processos podem tornar a gestão de redes de franquias mais eficiente

Crédito: Magnific
A inteligência artificial pode analisar informações em segundos, mas seu impacto na produtividade depende também da qualidade e da organização dos dados disponíveis. Em uma avaliação de uma semana realizada na Smoov, marca de alimentação saudável, a Yungas, plataforma de gestão e comunicação para redes de franquias e empresas com operações distribuídas, identificou um aumento de 30% a 40% na produtividade da equipe após a otimização de processos e a centralização de informações.
No dia a dia de uma rede com 150 unidades como a Smoov, a padronização depende de dados claros. A Yungas atua centralizando a comunicação com franqueados, o acompanhamento de fornecedores e o monitoramento dos indicadores de satisfação. Essa base consolidada cria as condições ideais para ampliar o uso da IA na análise de resultados e na identificação de melhorias operacionais.
Operações complexas costumam sofrer com informações dispersas entre sistemas, planilhas e diferentes canais de comunicação, um cenário que fragmenta a visão do negócio e atrasa decisões. Para eliminar esse gargalo, a Yungas reúne todos os dados operacionais em um único ambiente. Indo além, integrando o protocolo MCP (Model Context Protocol) para conectar essa base a ferramentas de IA, permitindo consultar métricas em linguagem natural e comparar o desempenho das unidades instantaneamente, sem a necessidade de criar relatórios manuais.
Com mais de 200 redes atendidas e mais de 32 mil operações conectadas no Brasil e no exterior, a plataforma acompanha os desafios de empresas que precisam manter processos e informações alinhados em estruturas distribuídas. Para Guilherme Reitz, CEO da Yungas, o valor da inteligência artificial está na capacidade de incorporá-la aos processos cotidianos. “A IA começa a gerar valor de verdade quando deixa de ser uma ferramenta isolada e passa a fazer parte da rotina do negócio. O desafio é conectar os dados que as empresas já possuem aos processos e às pessoas que estão na operação”, explica.
O avanço dessa tecnologia nas empresas reforça a importância do tema. Segundo o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), a parcela de empresas brasileiras que utilizam inteligência artificial passou de 13% em 2024 para 17% em 2025, chegando a 50% entre os grandes negócios. Com a expansão da ferramenta, o desafio passa a ser transformar os dados disponíveis em informações úteis para a rotina e a tomada de decisões.
O impacto da IA sobre a produtividade e a tomada de decisão também aparece na pesquisa State of AI in the Enterprise, edição de 2026 do AI Institute da Deloitte. Segundo o levantamento, 59% dos executivos brasileiros consultados apontam a melhoria da tomada de decisões e a geração de insights a partir de dados entre as áreas mais impactadas pela tecnologia, acima da média global de 53%.
Nesse cenário, o desafio das empresas é transformar o acesso à inteligência artificial em resultados concretos para a gestão. Para Reitz, isso depende da integração entre dados, sistemas e processos, que permite identificar oportunidades, antecipar problemas e orientar decisões com mais agilidade e precisão. “Quando os dados estão integrados, a tecnologia deixa de apenas mostrar o que está acontecendo e passa a ajudar a empresa a agir de forma mais estratégica e eficiente”, afirma.


