Pioneira no DF, unidade vai abrigar cerca de 4 mil alunos do ensino infantil ao médio. Recursos virão do Ministério da Educação

Centro de Educação Infantil e Escola Classe (projeto padrão SEDF)

O Guará vai ganhar um complexo educacional onde funcionarão uma creche e três escolas públicas. Primeiro do tipo no Distrito Federal, o projeto vai custar R$ 38 milhões e o GDF conta com um financiamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e de emendas parlamentares para tirá-lo do papel. As novas unidades vão oferecer 3.924 novas vagas na rede pública.

Serão erguidos, lado a lado, um Centro de Educação Infantil, que atende crianças de zero a três anos, com 376 vagas; uma Escola Classe, que oferece turmas do 1º ao 5º ano, com 868 vagas; um Centro de Ensino Fundamental, que vai do 6º ao 9º ano, com 1,4 mil vagas; e, um Centro Educacional, destinado aos alunos do ensino médio, com 1.280 vagas.

“A ideia é que o aluno entre na creche e só saia para ir para a faculdade”, afirma a administradora do Guará, Luciane Quintana. Duas quadras de esportes cobertas também compõem o complexo educacional.

As escolas serão construídas em um terreno pertencente ao GDF de 60 mil metros quadrados na QE 23 do Guará II, atrás da Unidade Básica de Saúde (UBS) 2. “O terreno fica em uma área central, na entrada da cidade, de fácil acesso com transporte público”, diz Luciane.

O coordenador da Regional de Ensino do Guará, Leandro Andrade, defende a proposta inovadora de ter escolas de diferentes séries no mesmo terreno. Segundo ele, o projeto favorece a mobilidade dos alunos. “Nenhum aluno gosta de mudar de escola”, destaca.

As escolas serão construídas em um terreno do GDF de 60 mil metros quadrados na QE 23 do Guará II, atrás da Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 | Foto: Paulo H Carvalho

Parceria com legislativo
Para viabilizar a construção do complexo – cuja previsão de obra está em torno de dois anos – o governo conta com a ajuda de parlamentares para destinação de emendas.

O deputado federal Júlio César e o distrital Rodrigo Delmasso encabeçam a lista dos interessados em contribuir. Ambos já acompanharam representantes do GDF em reuniões na sede do FNDE para tratar do financiamento do complexo educacional do Guará.

Quando os recursos forem liberados, o GDF vai começar o processo licitatório para contratar uma empresa para tocar as obras – o que deve ficar a cargo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).

Para o secretário de Educação, Leandro Cruz, o complexo educacional é um projeto ousado de ampliação da nossa rede pública. “Estamos empenhados em tirá-lo do papel e acredito muito no potencial desse tipo de estrutura. Acho que ela tem tudo pra nos ajudar a virar o jogo na educação, para mudar o futuro dos nossos jovens”, afirma.

Centro Educacional (projeto padrão SEDF)

Demanda futura
Os novos colégios vão suprir uma demanda futura da rede pública. De acordo com o coordenador da Regional de Ensino do Guará, no início do ano letivo de 2020, houve uma procura pelas escolas públicas da cidade de 200 alunos além das vagas oferecidas pela Regional.

Esses estudantes ficariam fora da escola se não fosse reforço de novas salas de aula nas 21 escolas da Regional de Ensino. “Adaptamos os espaços e todos acabaram matriculados”, conta Andrade.

Com a pandemia, porém, a Secretaria de Educação espera um aumento pela procura nas escolas públicas. Leandro conta que desde a abertura do período de inscrições na rede pública, só no Guará, pelo menos mais mil alunos de fora da rede pública, demonstraram interesse em uma vaga em uma unidade de ensino da rede.

Centro de Educação Infantil (projeto padrão SEDF)

Creche no SIA
O FNDE também vai destinar recursos para a construção de uma creche, a primeira pública, no SIA. Os investimentos são da ordem de R$ 2,7 milhões. A construção deve começar em 2021 e a expectativa é que o local atenda 376 crianças.

Segundo a administradora do SIA, Luana Machado, a prioridade das vagas será das mulheres que trabalham nas empresas da região. “Essa é uma grande conquista, é um sonho que está se realizando. Uma das grandes dificuldades da mães que trabalham fora é ter com quem deixar seus filhos, que terão um lugar seguro para as crianças perto do trabalho. Estamos muito felizes em fazer parte disso”, afirmou.
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Paulo Melo

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